Primeira manhã reúne agroindústrias, produtores e startups em encontro focado em soluções tecnológicas para o campo - Fotos: Jean Carla
Porto Velho, RO — A primeira manhã da Agrotec Porto Velho 2025 foi marcada por inovação e troca direta de experiências durante a realização da Madeira Agro Spark – Pitch Reverso, no Galpão 3 da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O encontro reuniu produtores, agroindústrias e startups em um modelo dinâmico que incentiva a criação de soluções tecnológicas para o setor produtivo.
A iniciativa integra a programação paralela da feira e é resultado da parceria entre ARDPV, Sebrae, Semagric e Semtel. O objetivo é aproximar quem enfrenta desafios no campo de quem desenvolve inovação, ampliando conexões e acelerando respostas práticas para o agronegócio local.
O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, destacou que o ambiente criado pela feira favorece essa aproximação estratégica. “Cada agroindústria tem suas dores e desafios. Aproximar esses produtores das startups acelera a criação de soluções reais. É inovação a serviço de quem trabalha no campo e transforma a economia de Porto Velho”, afirmou.
Durante o Pitch Reverso, o formato tradicional se inverte: em vez de startups apresentarem seus produtos, são os empresários do agro que expõem suas necessidades em falas de 5 a 10 minutos. As startups ouvem atentamente, identificam gargalos e começam a estruturar propostas que serão desenvolvidas ao longo dos dois dias seguintes.
Para Valdir Vargas, diretor de Desenvolvimento e Sustentabilidade da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, o modelo fortalece o elo entre tecnologia e produção. “Essa troca é fundamental para que as soluções sejam aplicáveis, eficientes e verdadeiramente transformadoras”, disse.
O diretor da Agência de Regulação e Desenvolvimento, Renato Muzzolon, ressaltou o potencial do evento dentro da programação da Agrotec. “Ao aproximar campo e tecnologia, criamos um ambiente fértil para inovação e desenvolvimento”, afirmou.
Entre os participantes, o agricultor Benedito Teixeira, de Alta Floresta d’Oeste, enfatizou o valor das capacitações oferecidas. “A gente vem pra vender, mas também pra aprender. Capacitação garante evolução da produção e melhor atendimento ao mercado”, afirmou.
As startups terão até o dia 29 para desenvolver soluções baseadas nos desafios apresentados. Os projetos serão avaliados por uma banca de jurados, que selecionará as iniciativas com maior potencial de impacto.
Além disso, os desenvolvedores têm acesso direto aos expositores instalados no complexo Madeira-Mamoré, ampliando o contato com produtores e facilitando o aprimoramento das propostas.
A Agrotec 2025 segue até domingo (30) com extensa programação que inclui exposições, capacitações, debates, soluções tecnológicas e comercialização de produtos, fortalecendo o futuro da agroindústria e da agricultura familiar em Porto Velho.
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